segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Going Back

"I think I’m going back....
To the things I learnt so well in my youth
I think I’m returning to
Those days when I was young enough to know the truth
Now there are no games
To only pass the time
No more colouring books
No christmas bells to chime
But thinking young and growing older is no sin
And I can’t play the game of life to win

I can recall a time
When I wasn’t ashamed to reach out to a friend
And now I think I’ve got
A lot more than just my toys to lend
Now there’s more to do
Than watch my sailboat glide
And every day can be
My magic carpet ride
And I can play hide and seek with my fears
And live my days instead of counting my years

Then everyone debates
The true reality
I’d rather see the world
The way it used to be
A little bit of freedom’s all we lack
So catch me if you can....
I’m going back...."

Tudo bem. Eu havia prometido a mim mesma, quando dei início a este bloco virtual de anotações muito reais, que não escreveria nada relacionado ao Queen. Afinal, eles já estão fortemente incrustados na minha mente e eu diria que até em meu sangue, além do título, do pseudônimo e do endereço desta página serem nomes de músicas deles. O problema é que essa canção meio que "caiu do céu", hoje, e tanto a letra quanto a versão que me encantou coincidiram com minha vida no momento, assim como as poucas músicas que já estão escritas aqui, sem contar que eu ando muito envolvida com eles, aquela coisa "cósmica" (só para combinar com o contexto) e que se tornou muito real. Hoje vivi e contei uma nostalgia muito doce, algo que me fez realmente bem.... algo que, assim como em uma canção do Queen me faz constatar que "the bad things in life were so few/these days are all gone now but some things remain/ when I look, and I find - no change".
E eu estou voltando, independentemente do que voltar signifique.

domingo, 18 de janeiro de 2009

O mundo é um moinho


"Ainda é cedo, amor....
Mal começaste a conhecer a vida,
Já anuncias a hora da partida,
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar....

Preste atenção, querida....
Embora eu saiba que estás resolvida,
Em cada esquina cai um pouco a tua vida,
Em pouco tempo não serás mais o que és....

Ouça-me bem, amor....
Preste atenção, o mundo é um moinho!
Vai triturar seus sonhos tão mesquinhos,
Vai reduzir as ilusões a pó....

Preste atenção, querida....
Em cada amor tu herdarás só o cinismo,
Quando notares estás à beira do abismo....
Abismo que cavastes com teus pés...."

(Cartola. Mas não há quem dê tanto significado a ela senão Cazuza.)


sábado, 10 de janeiro de 2009

Todo o céu

Os olhos, assim como as mãos, são sempre as primeiras coisas que me chamam a atenção nas pessoas, e até em mim mesma. Mas as mãos são assunto para outro dia, hoje quero falar de olhos, ultimamente eles não têm saído de meu pensamento. Detesto ver meu reflexo em espelhos, mas nunca os evito para poder ver meus olhos, sempre com uma pesada maquiagem contornando. Um exagero, mas eu não gosto de ficar sem ela. Não me sinto uma imagem fiel à pessoa que sou sem a pintura preta, e, quando a apago, não me reconheço mais. Já se tornou parte de mim. Tentei e ainda tento inúmeras vezes passar muitos dias sem ela, mas meu olhar é apagado, devido à cor da íris. Há sempre tanta coisa se passando em minha mente e no mundo que a cerca! Tenho sempre os olhos focados nisso, mas, mesmo assim, eles parecem tão pouco concentrados, tão vazios. Modéstia à parte, eles não são. Gosto de fazer com que pareçam tão vivos quanto realmente são. É uma imagem que choca, mas faz com que as pessoas percebam a presença deles e o que representam, o que fazem.
Gosto de olhos em geral. Bem dizem que são a janela da alma, dá para conhecer perfeitamente alguém através dos olhos. E ah, não adianta dizer que exista "olhar misterioso". Às vezes apenas não entendemos tudo o que se passa por trás deles, mas eles sempre dizem tudo. São tão expressivos. Alguns parecem estrelas, e eu adoro admirá-las, me perco dentro de alguns olhares.... É um paradoxo, mas preciso que entendam isso.... preciso que saibam que meus olhos guardam muito, agem muito.... mas nunca que os conheçam o bastante para saber quem está atrás deles. Não é fuga, talvez uma imparcialidade. Não é necessário me conhecer.

Observo os olhos das pessoas a fundo, mas rápido o suficiente para que os meus não sejam notados.