segunda-feira, 21 de abril de 2008

Quase


As coisas vão bem do lado de cá da vida. Pelo menos do meu lado.
O lado que tem a ver com pessoas se demonstra cada dia mais catastrófico.
A cada dia fico mais convicta da minha opinião de que consigo ofender as pessoas de todo o modo: seja ofendendo-as propriamente, seja elogiando-as, seja respirando perto delas.
Ando meio sem saber o que fazer.... mas eu sobrevivo.

"Music seems to help the pain, seems to motivate the brain"

A gente vai tentando.

domingo, 13 de abril de 2008

Áries



Marte e Vênus, por Botticelli.

Áries, regida por Marte, ascendente em Leão, sábado, 13 de abril de 1991, às 13:30 no Hospital das Clínicas de S. Sebastião.

Meio marciana, mesmo.

E que venham os 17.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Esperança


As coisas andam boas. Novas idéias.... na verdade, idéias existem sempre. No momento são novas maneiras de as passar. Novos materiais, novas oportunidades, novas esperanças.... caso as coisas corram bem, quem sabe finalmente eu faço uma série de quadros, alguma coisa concreta e de conceito?
As coisas andam mais fáceis. E fora a saúde da visão (e talvez da cabeça, também), tudo vai num fluxo perfeitamente bom.
Novas idéias, novas esperanças....
Aliás, essa palavra pra mim é tão interessante....
Me recordo de um sonho maluco que tive uma vez. Eu estava em uma escola, e não a conhecia, estava perdida nas salas.... por fim fui parar num lugar que, suponho, fosse a secretaria. A princípio, estavam dois jovens, um casal, conversando, e disseram coisas das quais não gostei muito. E em seguida, que iriam chamar a diretora da escola para que conversássemos.
A diretora era alguém conhecida, e discutíamos sobre minha situação na escola e da minha vida trabalhando com arte. Ela (nessa vida externa) foi uma pessoa muito boa para mim e que me apoiou muito nas artes.... mas ela me dizia que eu não era boa, e que não devia perder meu tempo. "Afinal, por que você não desiste?".
E então eu fiz uma coisa que eu achei estranha.... mas da qual me orgulhei, embora não seja uma atitude que eu tenha normalmente. Me apoiei na mesa de maneira tal que fiquei parecendo mais alta (estávamos sentadas, uma de frente para a outra), olhei bem para ela e disse coisas que nunca me esqueço: " Eu entendo que não sou grande coisa e talvez não tenha mesmo um futuro. Mas sabe, eu tenho algo. Eu tenho esperança. Sei que as coisas darão certo, de algum modo. Eu tenho esperança, eu tenho esperança, eu tenho esperança".
Não me lembro quantas vezes repeti essa frase, mas ficou de tal forma na minha cabeça. Eu sentia que estava sorrindo. É engraçado, porque em geral tenho perspectivas tão pessimistas.
Mas foi bacana. Foram as palavras mais bonitas que eu poderia ter dito.
No dado momento, tenho mesmo a tal da esperança, e aguardo por dias melhores, que não estão mais parecendo tão distantes.

sábado, 22 de março de 2008

Outono



Começou minha estação preferida, muito laranja, esse ano.